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Congresso Internacional da Abraji no Brasil tem participação recorde de jornalistas


Com mais de 800 inscritos, o 6º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que aconteceu em São Paulo entre os dias 30 de junho e 2 de julho, superou os anteriores em tamanho e participação de jornalistas. Mais da metade dos participantes foi composta por profissionais de todas as regiões do Brasil que foram a São Paulo para prestigiar o encontro, consolidando-o como o principal da categoria no país.

“Impressiona como o evento alcançou proporções semelhantes a da Conferência realizada pela Investigative Reporters and Editors (IRE) em junho na Flórida, com 850 inscritos”, disse Rosental Calmon Alves, fundador do Centro Knight para Jornalismo nas Américas e o homenageado do congresso este ano. A associação americana é a maior de jornalismo investigativo do mundo e inspirou a criação da Abraji em 2002.

Ao todo, 123 palestrantes brasileiros e estrangeiros debateram em mesas e workshops assuntos como jornalismo online, técnicas de reportagem, cobertura esportiva, cobertura internacional e medidas de proteção para jornalistas.

A palestra de Kristinn Hrafnsson, porta-voz do Wikileaks, foi uma das mais concorridas. Em entrevista, ele elogiou o evento. “Eu estou impressionado com o Congresso. Já estive em outras conferências e essa é uma das maiores e melhor organizadas, com grandes palestrantes. Estou impressionado, é um excelente Congresso”, declarou.

Especialistas em treinamento de Reportagem com Auxílio de Computador (RAC) e bancos de dados, David Donald, do The Center for Public Integrity (CPI), Aron Pilhofer, do New York Times, e José Roberto de Toledo, do Estado de S. Paulo, também estiveram presentes ensinando suas técnicas aos inscritos.

Em um momento em que se discute a aprovação da lei brasileira de acesso à informação, o cientista político canadense Greg Michener, doutor pela Universidade do Texas, trouxe exemplos de leis similares aplicadas em outros países.

A proteção de jornalistas, tema cada vez mais relevante diante do aumento de casos de violência, especialmente no México, também foi destaque. O assunto foi tema de uma mesa formada por Sandra Lefcovich, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Rodney Pinder, da International News Safety Institute, Andrei Netto, correspondente do Estadão que ficou preso na Líbia em fevereiro deste ano, Marcelo Moreira, da TV Globo e João Paulo Charleaux, do site Última Instância. Ana Arana, da Fundación MEPI, abordou os recentes ataques à imprensa do crime organizado mexicano.

O congresso terminou com a participação de Alves, que debateu os desafios e as ameaças para o futuro do jornalismo investigativo com Joshua Benton, do Nieman Lab, David Donald, do CPI, Brant Houston, da Investigative news network e Bill Allison, da Sunlight Foundation.

O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas apoia os congressos realizados pela Abraji desde 2005. Este ano, patrocinou sessões de treinamento de jornalistas.

A cobertura completa do encontro está disponível no blog oficial do evento.




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