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Jornal argentino Clarín é condenado por supostamente discriminar mulheres em matéria



A Justiça Federal da Argentina condenou o jornal Clarín por publicar uma matéria cujo conteúdo supostamente discrimina as mulheres, informou o jornal La Capital. Publicada em 5 de abril de 2009 e intitulada “A fábrica de filhos: [mulheres] concebem em série e obtêm uma melhor pensão do Estado", a reportagem foi considerada "ofensiva" e "destinada à discriminação e à violência psicológica, sexual e simbólica contra a mulher", pela justiça argentina, acrescentou a agência de noticias UPI.

O artigo foi escrito pelo jornalista Pablo Calvo e fala de mães de baixa renda que têm vários filhos pelos quais recebem pensão do Estado, explicou o jornal El Entre Ríos. A ação foi interposta por três deputadas kirchneristas, que alegaram que a matéria demonstra "um total menosprezo à condição femenina”, segundo El Entre Ríos.

Na decisão, a justiça argentina ordenou ao jornal "publicar uma retificação do título ofensivo, em um dia de tiragem semelhante ao dia em que se publicou a notícia questionada, utilizando a mesma seção e o mesmo espaço", informou a agência de notícias Télam.

Apesar de Clarin reconhecer que o título do artigo foi "infeliz", o jornal alegou que a iniciativa judicial foi “exagerada” e que a decisão prejudica a liberdade de expressão e reflete uma intenção de censura, de acordo com o site de notícias Tiempo Argentino.



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