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WikiLeaks pede boicote ao Bank of America; vice-presidente dos EUA chama Assange de "terrorista high-tech"




O Bank of America entrou para a lista de instituições financeiras que não aceitam mais transações com o site de vazamento de informações WikiLeaks, informou a Reuters.

O Bank of America, um dos maiores bancos do mundo, anunciou que não processará mais transferências de valores para o WikiLeaks, porque o site "pode estar envolvido em atividades incompatíveis com nossa política interna", explicou o banco em comunicado, segundo a BBC.

O WikiLeaks está sob ataque por divulgar mensagens secretas da diplomacia americana e documentos militares confidenciais relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão. O fundador do site, Julian Assange, foi solto sob fiança na Inglaterra e está enfrentando um pedido de extradição para a Suécia, onde é acusado de cometer crimes sexuais.

Especula-se que o Bank of America será o próximo alvo do WikiLeaks, pois Assange disse possuir documentos que poderiam ser embaraçosos para um grande banco americano, noticiou o jornal The New York Times.

Espera-se que informações sobre esse grande banco sejam divulgadas em janeiro.

Enquanto isso, o WikiLeaks conclamou "todas as pessoas que amam a liberdade" a boicotar o Bank of America.

Assange se tornou uma figura polêmica. Alguns o vêem como um defensor da liberdade de expressão e do acesso à informação; outros, como um criminoso.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse durante o programa de TV "Meet the Press", no dia 19 de dezembro, que Assange está mais para "terrorista high-tech" do que informante ou jornalista, segundo o Washington Post. O departamento de Justiça americano investiga formas de impedir que o WikiLeaks divulgue mais informações secretas, além de processar Assange, acrescentou o Telegraph.

Apesar disso, há quem demonstre apoio a Assange e ao WikiLeaks, como alguns professores de jornalismo da Universidade de Columbia e até o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

A revista Salon publicou um artigo no qual o escritor Scott Gant explica por que Assange é um jornalista, "pelo menos em relação à Primeira Emenda" da Constituição americana.



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