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Tribunal peruano reduz sentença de jornalista condenado por difamação




Um tribunal de segunda instância peruano reduziu a sentença de prisão do jornalista Paul Garay de três anos para 18 meses, mas confirmou que ele continuará na cadeia, segundo o jornal Crónica Viva. O jornalista, ex-diretor do programa "Polêmica", no canal Visión 47 TV e correspondente da rádio La Existosa, havia sido condenado, em abril último, a três anos de prisão por difamar um promotor.

A decisão da corte, tomada no dia 27 de julho, foi anunciada alguns dias depois de o parlamento peruano ter eliminado o encarceramento como punição para o crime de difamação e estabelecido multas e serviços comunitários como sentenças possíveis.

A corte também manteve a multa de 1,1 mil dólares contra o jornalista e indenização de 7,3 mil dólares a favor de Agustín López Cruz, o promotor local da província de Coronel Portillo e autor do processo por difamação, explicou o Instituto Imprensa e Sociedade (IPYS, na sigla em espanhol).

Em seu processo, apresentado em janeiro de 2011, López Cruz acusou Garay de tê-lo difamado e apresentou como prova uma gravação em áudio de uma emissora local com supostas declarações do repórter. Garay já havia criticado o promotor por arquivar dois casos graves de corrupção local.

O jornalista também foi chamado para testemunhar contra Luis Valdez, ex-prefeito de Coronel Portillo, sobre o assassinato do jornalista Alberto Rivera em 2004, segundo o jornal La República.

Luis Peceros, advogado de Garay, considerou a sentença "um abuso de autoridade" e enfatizou que o jornalista havia sido "condenado sem provas".



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