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Em meio à crescente hostilidade contra a imprensa no mundo, CPJ lança guia para a segurança de jornalistas




Com mais de 30 jornalistas mortos em todo o mundo a cada ano e centenas mais ameaçados, atacados e assediados, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) lançou o Guia para a Segurança de Jornalistas, destinado a ajudar jornalistas a informar com segurança em um ambiente de imprensa cada vez mais hostil. Graças a tráfico de drogas, crime organizado, políticos corruptos, manifestantes políticos e até mesmo desastres naturais, "jornalistas de todo o mundo precisam se cuidar e cuidar uns dos outros mais do que nunca", de acordo com o novo guia.

"Em um mundo onde um repórter, fotógrafo, editor, blogueiro, comentarista, ou produtor é morto semanalmente - na maioria dos casos, assassinado - é claro que a segurança deve se tornar uma função central da prática jornalística", disse Frank Smyth , conselheiro sênior do CPJ para a segurança dos jornalistas, em uma coluna no The Huffington Post.

O guia de segurança, divulgado nesta quinta-feira, 26 de abril , inclui capítulos sobre preparação básica, avaliação e resposta aos riscos, conflitos armados, crime organizado e corrupção, protestos civis e manifestações e desastres naturais.

O ambiente em constante transformação tecnológica -- e o fato de que o "volume e a sofisticação" dos ataques digitais a jornalistas está aumentando a um ritmo alarmante -- levaram o CPJ a incluir um capítulo sobre segurança da informação, que, segundo o CPJ, "significa defender seus dados, das notas de investigação aos detalhes confidenciais dos seus contatos, de detalhes do seu itinerário a arquivos de áudio e vídeo". Apenas nos últimos dois anos, sites de notícias no Mexico, em Honduras, no Chile, na Colômbia, na República Dominicana nos Estados Unidos e na Venezuela sofreram ataques.

Em parte devido à agressão sexual sofrida pela correspondente da CBS Lara Logan durante um protesto egípcio, a ataques a jornalistas americanos que cobrem o movimento Occupy Wall Street e à violência contra os jornalistas que cobriram protestos estudantis no Chile, o guia do CPJ também incluiu uma seção dedicada a protestos e motins. Entre 1992 e 2011, cerca de 100 jornalistas foram mortos enquanto cobriam protestos e outros distúrbios civis, afirmou o CPJ.

O guia, que também oferece informações sobre estresse e seguros (seguradoras muitas vezes se recusam a vender seus serviços para jornalistas do norte do México), bem como listas de verificação e outros recursos de segurança, conclui: "Neste clima mutante e perigoso, seja guiado por alguns princípios básicos: seja plenamente informado sobre questões de segurança, faça da sua segurança uma prioridade, prepare-se cuidadosamente para cada tarefa, olhe para os outros jornalistas no campo e se cuide, antes, durante e depois da tarefa."

Veja o vídeo do CPJ abaixo para mais informações sobre o guia de segurança.


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