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Conteúdo jornalístico deve se adaptar aos diferentes dispositivos móveis




Os conteúdos jornalísticos para celulares e tablets devem ser diferentes, porque suas funções e usos são distintos nas duas plataformas, segundo participantes do painel Dos computadores aos tablets e smartphones: Como os jornalistas reagem à revolução móvel?, durante o 13º Simpósio Internacional de Jornalismo Digital (ISOJ).

Pedro Doria, editor de plataformas digitais do jornal O Globo, falou do primeiro vespertino digital do Brasil. Enquanto a maioria dos internautas acessa a edição digital do diário em horário comercial, os usuários de iPad checam as notícias entre 18h e 23h, de casa. O resultado é que os usuários passam mais tempo lendo, em média uma hora e 17 minutos por dia na edição do iPad.

Por isso mesmo, a edição para tablets da revista The New Yorker se transformou em um dos aplicativos de iPad mais populares. “A revista New Yorker oferece um conteúdo com foco, de alta qualidade (...) semanal, de alta credibilidade e isso tem um custo”, explicou Blake Eskin, ex-editor da edição web da New Yorker. No entanto, essas características não combinavam com a internet, que oferece muitas distrações, é democrática, é voltada mais para a quantidade do que para a qualidade, para a velocidade para o constante fluxo de informações. A internet é gratuita e muda constantemente. A edição para tablet permitiu que os usuários pudesse separas textos para ler quando tiverem tempo. “N passado, a solução era imprimir os textos publicados na web”, disse Eskin.

“Nem todos precisam de um aplicativo para celular ou tablet”, diz William Hurley, um dos fundadores da Chaotic Moon, uma empresa que desenvolve aplicativos. “Chequem como o site é acessado, para saber que aparelhos seus leitores usam”, explicou.

“O conteúdo para cada plataforma é distinto”, diz Louis Gump, vice-presidente da CNN Mobile. “Para smartphones mostramos fotografias, enquanto, no iPad, oferecemos muitos vídeos”, explicou.

JV Rufino, diretor da edição para dispositivo móvel do jornal Inquirer, das Filipinas, destacou que o diário é o único do país com uma edição para o Kindle, voltada especialmente para os filipinos que vivem no exterior, mas também para quem pode desfrutar de uma boa leitura nos fins de semana ou folgas.

Esse jornal também fatura com a venda de livros digitais (e-books) com a transcrição de discursos oficiais, já que o país não tem uma lei acesso à informação. O jornal também vende uma compilação de colunas semanais com um texto de ficção.

O jornalismo móvel também lança mais das mensagens de texto. a maioria dos 450 milhões de celulares existentes na África não acessam a internet, destacou Harry Dugmore, professor da Universidade Rhodes na África do Sul.

O crescente uso da tecnologia na África tem contribuído para a democratização de vários países - como o número de acessos ao YouTube no Egito durante a revolução árabe.

O simpósio está sendo realizado, até o dia 21 de abril, na Universidade do Texas em Austin. Cerca de 300 jornalistas, acadêmicos e executivos de mídia de todo o mundo participam do evento. A programação completa está disponível aqui. A conferência é transmitida ao vivo aqui. Além disso, é possível acompanhar as discussões pelo Twitter, usando a hashtag #ISOJ12.

O ISOJ é organizado desde 1999 pelo Professor Rosental C. Alves, catedrático Knight de Jornalismo, catedrático Unesco de Comunicação e diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas , na Universidade do Texas em Austin. O evento anual é realizado com o generoso apoio da Fundação Knight, da Fundação Scripps Howard, das Fundações Open Society e do Dallas Morning News.



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