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Empregados de rede de mídia americana alegam censura em meio à venda potencial da companhia para político




No último dia 17 de fevereiro, mais de 300 empregados da redação da Rede de Mídia da Filadélfia (Philadelphia Media Network, ou PMN em inglês) assinaram uma declaração na qual exigem que se conserve a integridade de seu trabalho jornalístico enquanto se negocia a venda da companhia a investidores privados, informou o Philadelphia Inquirer. A declaração também expressou “consternação” pelo fato de que a cobertura jornalística das negociações foi afetada e censurada pela gerência corporativa, de acordo com os sites de notícias Poynter e Politico.

Um dos grupos mais controvertidos na disputa pelo controle da rede, que inclui o Philadelphia Inquirer, Daily News e Philly.com, é liderado pelo ex-governador da Pensilvânia Ed Rendell. O grupo Rendell, integrado principalmente por políticos, despertou a preocupação de que o conteúdo informativo da rede de mídia possa ser influenciado e editado por este grupo. O New York Times escreveu: “A venda da companhia ao grupo Rendell daria aos democratas o controle do jornal mais influente em um dos estados mais importantes do mapa eleitoral, justo antes das eleições de 2012”.

De acordo com Philly.com, os empregados das três publicações de PMN afirmam que o editor e diretor executivo, Gregory J. Osberg, tem gerido a cobertura da venda a favor do grupo Rendell. Três chefes de redação das publicações de PMN asseguram que Osberg ameaçou demiti-los se eles publicassem algo sobre as negociações sem sua aprovação, noticiou o New York Times. Osberg divulgou um comunicado em que nega que algum tipo de censura tenha ocorrido, segundo a Associated Press.




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