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Jornalista hondurenho condenado em 2016 poderá ir para prisão após confirmação de sentença




A Suprema Corte Hondurenha confirmou, em 11 de janeiro, a sentença contra um jornalista que recebeu uma condenação penal de 10 anos por delitos de calúnia e difamação em 2016.

 

O jornalista David Romero Ellner, diretor da Rádio Globo, e outro grupo de jornalistas do mesmo meio foram processados ​​em 2014 pela ex-promotora Sonia Inés Galvez, esposa do ex-procurador-geral adjunto da República de Honduras, Rigoberto Cuéllar. Como resultado desse processo judicial, Romero foi condenado em um tribunal criminal por seis delitos de difamação e calúnia.

 

Apesar de o jornalista ter requerido um novo julgamento por um meio de recurso, os juízes da Câmara Penal da Suprema Corte de Justiça confirmaram, por unanimidade, a sentença emitida em outra câmara em 2016, publicou El Heraldo.

"Eu tenho certeza, estamos conscientes com meu advogado que o próximo passo é a cadeia e isso vai demorar cerca de três, cinco, seis ou sete dias, no máximo", disse Romero de acordo com El Heraldo. Romero acrescentou que esta decisão não é jurídica, mas sim política, publicou o site.

 

Na sentença de 2016, os juízes também impuseram uma desqualificação especial e interdição civil que o impediria de atuar como comunicador enquanto cumprir a pena, de acordo com La Prensa. Ele também relatou que ele terá que trabalhar no centro penitenciário durante seu tempo na prisão.

Notícias Honduras publicou que Romero denunciou um caso de corrupção contra o Instituto Hondurenho de Segurança Social (IHSS) através do qual o partido oficial teria recebido fundos milionários para financiar a campanha política do atual presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández.

 

Em meio a protestos públicos maciços, Hernández disse que sua campanha recebeu recursos de empresas relacionadas com o escândalo, mas que ele desconhecia a origem do dinheiro, noticiou a EFE em 2015.

 

Romero disse em entrevista ao Once Noticias que não se trata apenas de uma conspiração contra ele, mas contra a liberdade de expressão em Honduras. "Pensávamos que isso não iria acontecer porque esta é uma condenação absurda, abrupta, sem lógica legal", disse Romero. Ele acrescentou em sua defesa que ele não é um criminoso ou delinqüente, mas sim um jornalista que tem falado a verdade e tem ido aonde muitos não querem ir.

 

Além disso, Romero disse ao TN5 que o que querem com esta confirmação da sentença é parar as investigações que sua equipe jornalística está realizando, as quais estariam prestes a revelar uma rede corrupção nos três poderes do Estado no atual governo.

De acordo com informações anteriores do El Heraldo, Galvez foi responsável, em 2002, enquanto era promotora, pela investigação e posterior denúncia pelo crime de estupro a que Romero foi acusado de cometer contra sua filha. O site informou que, por este crime, o jornalista recebeu uma sentença de 10 anos de prisão, dos quais cumpriu 5 anos na prisão e cinco anos em liberdade condicional.

 

Galvez disse que desde fevereiro de 2014, Romero o difamou repetidamente através dos seus programas de notícias em um "claro desejo de retaliação," informou El Heraldo.




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