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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Seis maneiras em que o jornal uruguaio la diaria inova na gestão de jornais e na conexão com a comunidade



*Esta reportagem faz parte de um projeto especial do Centro Knight sobre Inovadores no Jornalismo Latino-Americano e Caribenho.


O jornal uruguaio la diaria, fundado em 2006, é um caso atípico no ambiente midiático latino-americano. Sua experiência oferece uma soma de elementos inovadores em áreas como fórmula jornalística, modelo de negócio e a relação mídia-público, entre outros.

Com iniciativas como a gestão por uma cooperativa de trabalhadores, o lançamento de canais de pagamento verticais, a aposta em assinaturas digitais ou seu laboratório de inovação conhecido como la diaria LAB, o jornal conseguiu se posicionar no panorama inovador da mídia latino-americana.

Além disso, la diaria foi recentemente uma das cinco organizações internacionais de mídia selecionadas pela iniciativa The Membership Puzzle, fundada pelo programa Studio 20 na Universidade de Nova York e pelo meio holandês De Correspondent, para estudar e analisar, em profundidade, modelos jornalísticos apoiados de maneira especial por seus leitores por meio de assinaturas ou clubes de membros.

O nascimento de la diaria

La diaria, com sede na capital uruguaia de Montevidéu, começou a ser publicado em papel de segunda a sexta em 2006. A idéia de criar este novo jornal surgiu de um grupo de estudantes universitários, incluindo Damián Osta, atual gerente geral do jornal.

Capa da edição do fim de semana de 10 de março de 2018 (Cortesia)

"Não tínhamos o que ler", explicou Osta ao Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. “Éramos um grupo de cidadãos e leitores críticos que não estávamos de acordo com a oferta de imprensa que havia então no Uruguai". Eles então decidiram tentar criar seu próprio jornal.

Os trabalhos prévios de debate e preparação começaram em 2004, dois anos antes do lançamento do jornal. "Foram  muitas conversas nas quais reunimos pessoas que sentiam o mesmo que nós", disse o gerente de la diaria. O primeiro grande desafio foi "reunir uma equipe de jornalistas que estivesse à altura do jornal que queríamos", com a dificuldade de "ter zero experiência de gestão de empresaria e sem capital".

Assim, a equipe saiu a arrecadar fundos entre futuros leitores para financiar o jornal. Mas, como explica Osta, naquela época não havia uma cultura propícia no Uruguai para financiar startups, então o montante inicial coletado foi de apenas US$ 40 mil. Entre outros, o jornalista e escritor Mario Benedetti, falecido em 2009, contribuiu com dinheiro. Com esse capital inicial foi criada uma empresa que é administrada por uma cooperativa de trabalhadores (hoje, 40% dos trabalhadores da empresa são membros da Cooperativa la diaria).

O próximo passo foi captar assinaturas, e conseguiram chegar a 1.200 pessoas que decidiram pagar para receber um jornal que ainda não existia, mas estavam convencidas pelo discurso e pela proposta de la diaria.

Primeira inovação: criar sua própria empresa de logística

A primeira grande inovação no modelo de negócio de la diaria foi a aposta em criar seu próprio sistema de distribuição. "Chegamos à convicção", disse Osta, "de que tínhamos que criar um canal de distribuição próprio, porque era muito grande a dependência e muito prejudiciais as regras que nos queria impor o monopólio da distribuição de jornais e revistas" que existia então. "E isso foi de certo modo o sucesso original: embora criar uma empresa de logística, além da jornalística, tenha aumentado o desafio, nos permitiu construir um vínculo direto com as pessoas", acrescentou o gerente de la diaria.

Hoje, dos 137 funcionários que tem la diaria, 56 trabalham na área de distribuição, levando todos os dias o jornal impresso para as casas dos assinantes em todo o território nacional.

Segunda inovação: o formato

A próxima inovação relevante tem a ver com o modelo jornalístico que la diaria propõe. Osta explicou que "desde o primeiro momento decidimos que o assinante precisa de um resumo. O claim era ‘apenas o que importa’”. Assim, a proposta foi lançar um diário de apenas 16 páginas em formato tablóide, distribuído de segunda a sexta-feira, e em preto e branco, mas "com muita proximidade com o leitor tanto no relato visual como no escrito".

Lento é a revista impressa mensal de jornalismo narrativo que la diaria lançou há cinco anos. Seu diretor, Gabriel Lagos, disse que Lento nasceu “como uma alternativa ao que fazia o diário, como um produto que se pudesse preparar com mais tempo e fosse uma leitura mais tranquila.” (Cortesia)

La diaria apostou desde o início em construir "uma agenda jornalística própria, que muitas vezes gerou alguma surpresa; éramos um caso raro", disse Osta. Mas para o gerente de la diaria, "essa estranheza, toda a estranheza que construímos durante esses anos, são hoje a nossa principal força. O jornal que depende somente de você. Que te oferece somente o que importa". As pré-assinaturas também ajudaram a reforçar a ideia de comunidade, essencial na aposta de la diaria.

Os assinantes de la diaria "são possíveis porque a sociedade foi mudando para esse lado, caso contrário, seríamos muito mais de nicho", disse Lucas Silva, diretor de la diaria. Silva, de 37 anos, faz parte do projeto desde o início, primeiro na cobertura política e econômica e, desde 2014, como diretor.

Durante anos, la diaria foi publicado apenas de segunda a sexta. Mas no ano passado, seus responsáveis decidiram apostar também em uma edição para o fim de semana, que foi lançada em abril de 2017. "Também contradizendo qualquer manual da empresa", explicou Osta, “saímos para a rua com uma edição impressa onde o valor do objeto é muito grande e o cuidado gráfico também". Esta edição de fim de semana, que é distribuída aos assinantes no sábado, tem 32 páginas e é impressa em cores.

A iniciativa tem sido um sucesso. A edição de fim de semana, na qual está centrada a maioria dos assinantes, tem um custo de cerca de 9 dólares por mês. E graças a ela, o diaria conseguiu aumentar 39% do faturamento por assinaturas. A assinatura de segunda a sexta custa 23 dólares por mês (a digital, que é discutida abaixo, tem um custo de 12 dólares por mês).

De acordo com dados fornecidos ao Centro Knight por Damián Osta, la diaria atualmente possui 12.503 assinantes, distribuídos da seguinte forma:

  • 10.341 assinantes da edição impressa (somados aqueles que recebem la diaria de segunda a sexta e no fim de semana, uma vez que há assinantes que recebem ambas as edições e, portanto, não são contados duas vezes).
  • 2.162 assinantes digitais, incluindo aqueles na edição digital do diário e assinantes de outros produtos (até agora, Educação).

Hoje, la diaria é o segundo jornal do Uruguai e pretende inclusive contestar a liderança de El País, algo difícil de imaginar quando o projeto foi lançado em 2006.

"Quando começamos, não pensamos que chegaríamos a poder ser o segundo jornal, e disputando a liderança com El País. Acho que interpretamos bem as mudanças políticas", afirmou Silvas.

Parte de redação de la diaria. (Cortesia)

Segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) para o mês de outubro de 2017, também fornecidos por Osta ao Centro Knight, o primeiro jornal do Uruguai, El País, teve uma circulação de 16.298 exemplares de segunda a sexta (6.275 em bancas e 10.023 assinantes). O segundo jornal foi la diaria, com uma circulação de 6.807 exemplares na semana (4.969 assinantes impressos e 1.838 assinantes digitais). E o terceiro lugar foi para El Observador, com 3.192 exemplares (913 em bancas, 1.611 assinantes impressos e 668 assinantes digitais).

No fim de semana, El País é o primeiro com uma circulação de 20.315 exemplares, la diaria é o segundo com 8.189 exemplares (todos assinantes) e El Observador é o terceiro com uma circulação de 5.288 exemplares.

O próximo 2 de abril será um dia importante para la diaria, uma vez que será lançado o redesenho da edição impressa que é publicada de segunda a sexta-feira. La diaria se passará a ser "um jornal/revista com 24 páginas coloridas", de acordo com Osta. "Vamos aumentar o jornal, mas também vamos reduzi-lo em seu formato, de modo que pareça mais uma revista diária do que um jornal", acrescentou. (O novo tamanho de impressão será 26 x 31,7 centímetros).

Terceira inovação: a assinatura digital

Em janeiro de 2015, la diaria lançou sua assinatura digital com o objetivo de "transferir ao digital a construção de comunidade que fizemos em torno do papel", disse Osta.

La diaria oferece quatro opções distintas de assinatura. Uma para sua revista mensal Lenton, o segundo para a edição do fim de semana, o terceiro para o acesso digital e o quarto para a edição dária.
 

Após pouco mais de 3 anos, la diaria conseguiu que 16% de seus assinantes sejam digitais e o objetivo é duplicar essa porcentagem nos próximos anos. Em números absolutos, são cerca de 1.400 assinantes digitais que pagam cerca de US$ 12 por mês cada um.

Até agora, o modelo de assinatura era o seguinte: os usuários podiam ler duas notícias por dia gratuitamente, e tinham que assinar para poder consumir o resto. No entanto, la diaria está modificando o sistema para oferecer 10 artigos gratuitos por mês sem registro e, uma vez registrado, mais 20 por mês gratuitamente. Para ler mais notícias, os usuários devem fazer uma assinatura.

Como explicou Silva, os conteúdos que aparecem no site do jornal foram publicados pela primeira vez na edição impressa do jornal. Além disso, diariamente são publicadas quatro ou cinco notas por uma pequena equipe de atualização.

Quarta inovação: aposta nos produtos verticais

A aposta na informação estritamente digital por la diaria está chegando na forma de canais verticais especializados e não tanto pelo enriquecimento de informações gerais.

Em maio de 2017 foi lançado o primeiro vertical digital do jornal, dedicado ao mundo da educação. La diaria Educacion é um serviço de informação especificamente para a comunidade educacional do Uruguai. Cobre informações sobre os três níveis do sistema escolar uruguaio: fundamental, médio e superior.

La diaria Educacion é um serviço de assinatura mensal que também dá acesso a todos os conteúdos digitais de la diaria. Possui uma equipe específica de três jornalistas especializados na área de educação.

Osta explicou que, para preparar o lançamento deste produto, "o que fizemos foi criar um conselho consultivo, formado por assinantes especialistas em educação, e destinar três jornalistas exclusivamente dedicados à educação. Isso nos permitiu melhorar muitíssimo a agenda jornalística do jornal sobre o assunto". Um dos serviços de la diaria Educacion é uma newsletter especializada que já é recebida por 1.200 profissionais do mundo educacional.

O bom rendimento de la diaria Educacion - alcançou cerca de 700 assinantes específicos - animou a equipe para preparar o lançamento de novos verticais, aos quais se referem internamente como "emergentes". Assim também no próximo 2 de abril serão lançados uma série de novos canais verticais de la diaria dedicados aos seguintes temas: saúde, trabalho, feminismos, ciência e esporte (o último se chamará "Garra"). Cada um deles terá sua própria identidade e presença nas redes sociais, embora sejam parte da oferta global de la diaria.

Para lançar estes verticais, a equipe de redação de la diaria está se ampliando - atualmente composta por 37 profissionais - com o objetivo de ter jornalistas especializados em cada assunto. Está previsto que pelo menos sete jornalistas se juntem à equipe.

O caso específico do novo vertical de esporte, "Garra", tem uma particularidade: está sendo criado "em aliança com os jogadores de futebol" do Uruguai, de acordo com Osta. Em certo momento, "futebolistas uruguaios se organizaram gremialmente e criaram um movimento chamado 'Mais unidos do que nunca' para defender seus direitos, e as reuniões deste grêmio foram feitas em la diaria, no piso térreo de nossa redação", explicou o gerente do jornal.

O resultado deste vínculo estreito é o novo vertical, para o qual estão buscando 500 sócios fundadores "que possam participar de alguma forma das reuniões editoriais", disse Osta.

Os responsáveis por la diaria acreditam que, no futuro, a edição impressa "deve ser transformada em uma espécie de catálogo desses emergentes", disse o gerente do jornal. "Temos muita informação especializada que tem muito a ver com preocupações, desejos e obsessões de nossos assinantes, e na edição em papel será publicada uma parte dessa pirâmide de informação que emerge de uma comunidade de conhecimento", acrescentou.

Quinta inovação: la diaria LAB

A redação de la diaria está localizada na cidade velha, no coração de Montevidéu. O piso térreo dessa redação já foi um espaço comunitário chamado Café la diaria, agora transformado no la diaria LAB. Trata-se de um laboratório de inovação, aberto ao público, que quer possibilitar a pesquisa, produção e implementação de novos formatos jornalísticos.

Aqui, reuniões de todos os tipos são realizadas com assinantes e outras pessoas ligadas a la diaria. Também são elaborados programas formais, como um curso sobre realidade virtual e jornalismo imersivo realizado em maio do ano passado, com a participação de assinantes e até mesmo jornalistas de la diaria.

Quinta inovação: comunidade de conhecimento e criação

Um curso de Realidade Virtual realizado no la diaria Lab em que participaram assinantes e colegas de outros meios. (Cortesia)

Os responsáveis ​​por la diaria gostam de definir seu projeto como "uma comunidade de pessoas que compartilham informações, inquietues, gostos e conhecimentos" e que "aceitam pagar uma associação para fazer parte e possibilitarem que exista tal espaço de sensibilidade compartilhada" como explicado em um documento de apresentação do projeto.

Osta acredita que a razão de ser de la diaria é "administrar uma comunidade de conhecimento". 70% dos assinantes de la diaria têm educação universitária. "O conhecimento", diz Osta, "não pode mais fluir de forma unidirecional. Temos que buscar as formas de retroalimentar o que fazemos e melhorar o jornalismo que fazemos com o conhecimento que nossos assinantes têm".

Um bom exemplo da função que la diaria quer exercer como dinamizador de uma comunidade de conhecimento é o projeto Río Abierto, um dos 11 selecionados e financiados pela ALTEC (sigla em espanhol para Aliança Latino-Americana de Tecnologia Cívica). Esta entidade é o resultado de uma aliança entre a Omidyar Network, a Avina Americas e a Fundación Avina e busca promover o desenvolvimento de iniciativas de tecnologia cívica na América Latina.

O projeto Río Abierto pretende "democratizar o acesso à informação sobre a qualidade e gestão da água na bacia do rio Santa Lucía e do rio da Prata", como explicado na web. Para isso, usa ferramentas de visualização de informações e promove ações de sensibilização e participação cidadã para o cuidado de um recurso-chave como a água.

A origem deste projeto está na polêmica instalação de uma nova fábrica de celulose no Uruguai pela empresa finlandesa UPM. La diaria quis conversar com assinantes, cientistas, ambientalistas e governantes sobre qual deveria ser seu papel informativo em relação a esse tema. Uma aliança com especialistas do mundo universitário destacou que a situação dos rios "era extremamente crítica em todo o território nacional", explicou Osta, e é por isso se decidiu promover o projeto Rio Abierto, com o objetivo de oferecer informações claras sobre esse assunto.

Os assinantes desempenharam um papel especialmente ativo: 900 responderam ao questionário que la diaria fez sobre o uso e cuidado da água e suas necessidades de informação nesta área.

O núcleo duro deste projeto é integrado pela gerente de projetos de la diaria, Lucía Pardo, que atua como coordenadora, Natalia Uval, que é responsável pela parte jornalística, e a advogada Ana Tuduri, ativista ambiental.

Outro projeto promovido por la diaria que mostra sua capacidade de se tornar um dinamizador de uma comunidade de conhecimento é o Dia do Futuro, que foi criado há sete anos. La diaria reúne assinantes e representantes da academia, da sociedade civil e de partidos políticos para discutir o futuro do país. Cada ano, um tópico específico é definido e mais de uma centena de atividades, como workshops, conferências ou hackathons, são realizadas durante o mês de setembro.

Debate sobre Feminismos e o Futuro como parte dos eventos do Dia do Futuro 2017 de la diaria.

Como Pardo ressalta, la diaria "propõe aos assinantes que eles trabalhem em um tema específico para saber quem quer participar e de que maneira e saber sobre quais tópicos eles têm conhecimento específico".

Pardo, que estudou Engenharia de Alimentos e se juntou à equipe em 2011 para a primeira edição do Dia do Futuro, acredita que "o contato aprofundado com os assinantes, que trazem conhecimento de múltiplas formas e seu compromisso" é um excelente exemplo de inovação. E essa relação direta com os assinantes supõe "uma grande força" para o diário, dos quais talvez outros jornais não disfrutem.

O evento ganhou destaque e há dois anos o Parlamento do Uruguai aprovou por unanimidade a criação do Dia do Futuro por iniciativa justamente de la diaria e do grupo impulsor deste projeto, segundo explicou Pardo.

Próxima campanha

"Hagamos lo imposible" (“Façamos o impossível”) é o nome da nova campanha que la diaria está prestes a iniciar. Com ela, o jornal quer dar um passo adiante na sua estratégia inovadora, já que propõe que 100% do seu orçamento seja custeado pelos assinantes (atualmente, a porcentagem que os assinantes contribuem é de 79% do total).

Es una foto del festejo de del aniversario de la diaria que comienza con arte callejero frente a la redacción y culmina con una fiesta para los suscriptores: el fiesto. (Cortesía, PABLO NOGUEIRA)
 

A novidade que la diaria pretende aplicar é a seguinte: se conseguir atingir esse 100%, compromete-se a destinar todo o dinheiro que entre pela publicidade - que atualmente representa 15% do orçamento - para financiar novos projetos jornalísticos que serão escolhidos pelos membros da comunidade de la diaria.

De acordo com o gerente do jornal, se alcançarem esse objetivo, "aumentaremos a quantidade e diversidade de conteúdo que nossos clientes recebem, o que, por sua vez, tornará a assinatura digital de la diaria mais atrativa". Em números absolutos, la diaria calcula que cerca de US$ 30 mil por mês poderiam ser alocados para financiar novos projetos jornalísticos.

Escassez e inovação

Em la diaria, a inovação tem sido frequentemente associada à falta de recursos. Seu gerente, Damián Osta, resume assim: "Eu sempre digo que a inovação é muitas vezes a filha da escassez, e a escassez é uma marca identitária nossa".

Mas os números de la diaria estão melhorando. No ano passado la diaria teve uma arrecadação total de US$ 2.480.000. Como explicou o gerente, "hoje somos um jornal que não tem perdas". E o objetivo nos próximos anos é crescer.


A série "Inovadores no Jornalismo", que é possível graças ao generoso apoio da Open Society Foundations, abrange as tendências e as melhores práticas da mídia digital na América Latina e no Caribe. Ele continua nossa série anterior, transformada em ebook, Jornalismo Inovador na América Latina, ao analisar as pessoas e equipes que lideram iniciativas inovadoras de reportagem, narrativa, distribuição e financiamento na região.

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