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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

10 dicas para começar um grupo Hacks/Hackers em sua cidade



Do encontro entre jornalistas e especialistas em tecnologia podem sair as melhores ideias para inovar o cenário midiático. É nisso que aposta a Hacks/Hackers, organização que surgiu em São Francisco e avança em várias cidades, com mais de 60 grupos espalhados por mais de 25 países. Sua missão é aproximar os "hacks" ("recortadores", como os jornalistas são chamados no mundo saxão) dos "hackers" e repensar os caminhos do jornalismo e da mídia cidadã.

Os capítulos locais juntam jornalistas, designers e desenvolvedores em encontros organizados por pessoas empolgadas com a iniciativa. Quer começar um grupo em sua cidade? O processo é simples, mas exige tempo e disposição, como observam Chrys Wu, coordenadora global do Hacks/Hackers e co-organizadora do capítulo de Nova York, Gustavo Faleiros, organizador do capítulo de São Paulo, e Mariana Santos, co-organizadora do recém-criado capítulo de San José, na Costa Rica.

Centro Knight para o Jornalismo nas Américas conversou com os três jornalistas e reuniu algumas dicas para ajudar novos participantes a consolidar grupos em suas regiões e difundir a missão da organização pelo mundo. 

1. Verifique se já não existe um grupo em sua cidade

Chrys Wu aconselha os interessados em começar um capítulo local a checar se já não há uma comunidade criada, ou pelo menos em progresso, no site da Hacks/Hackers. Se já houver, basta fazer contato com os representantes da iniciativa local e se integrar a ela. Caso contrário, manifeste seu interesse pelo formulário disponível no site.

2. Não tente fazer tudo sozinho

Envolva jornalistas, designers e programadores entusiastas da missão do Hacks/Hackers. "Nós percebemos que os grupos locais são mais bem-sucedidos quando começam com pelos menos dois co-organizadores que combinem alguma experiência prévia em jornalismo, design ou programação", afirmou Wu. Faleiros acrescenta que é importante contar com pessoas com entusiasmo para criar eventos e gosto por gerenciar comunidades.

Primeiro encontro do Hacks/Hackers San José, Costa Rica. Foto: HHSJO

3. Comece com sua rede de contatos dos organizadores

A experiência do Hacks/Hackers de San José, na Costa Rica, que conseguiu reunir quase 200 pessoas em seu evento inaugural, mostra que vale começar com a rede de contatos dos organizadores para divulgar o grupo. “Tudo foi feito em basicamente uma semana, todos usando suas próprias redes para espalhar a notícia. O principal, portanto, é querer”, ressalta Mariana Santos.  

4. Busque redações interessadas em jornalismo de dados

"Eu trabalho no La Nación da Costa Rica e sugeri a ideia de começarmos um capítulo. Então o grupo de investigação do jornal, a equipe de infografia, designers, programadores e outros jornalistas se juntaram e fizemos um brainstorm inicial", contou Santos. Ela acrescenta que é importante não se concentrar em um só veículo. “Hack/Hackers não pertence a um jornal, mas a uma comunidade de pessoas interessadas em aprender na mesma área, neste caso, tecnologia, jornalismo e design.”

5. Fale com organizadores de outras cidades

Aproxime-se de outros capítulos para compartilhar informações e experiências e conhecer as melhores práticas e o que se deve evitar. “Convidei a Chrys Wu, que é a coordenadora mundial do Hacks/Hackers, para dar dicas e compartilhar suas experiências em Nova York no primeiro evento do capítulo da Costa Rica. Isso também deu ao evento um caráter mais oficial”, explica Santos.

6. Planeje seus eventos e mantenha uma periodicidade

Wu observa que a regularidade de eventos é essencial para consolidar um novo capítulo. "O grupo local deve realizar pelo menos um evento a cada três meses", explica. Antes de preencher o formulário para criar o grupo no site do Hacks/Hackers, o ideal é ter planos para pelo menos três eventos, segundo a coordenadora. 

7. Crie uma atmosfera colaborativa

Para Faleiros, é importante quebrar o gelo inicial entre jornalistas e programadores. "Existe uma lacuna entre os interesses destes grupos. Com um pouco mais de conversa foi possível ver que ocupamos lugares comuns no ambiente de comunicação, dados e circulação de informação. Hoje o capitulo de São Paulo está bem mais sólido e tem se encontrado mensalmente", explica Faleiros. 

8. Convide especialistas em dados

Convidar personalidades dispostas a compartilhar seus conhecimentos com o grupo pode ser uma boa estratégia para atrair novos membros e divulgar os encontros. Foi o que fez Santos e os outros organizadores de San José. "O nosso primeiro evento foi muito forte porque tivemos vários convidados, como a Chrys Wu, a Giannina Segnini (chefe de investigação do La Nación da Costa Rica) e a Nicola Hughes (jornalista de dados do The Times London)".

9. Construa projetos coletivos

Aproveite o espaço dos eventos e os encontros regulares entre profissionais de diferentes perfis para buscar soluções para problemas baseados em conjuntos de dados e propor projetos. Engaje os membros nas atividades do grupo. "Cada grupo local de sucesso é mantido por pessoas que vão aos eventos, dão idéias, se oferecem para ensinar, falar, limpar planilhas, compartilham código, aplicativos de design e sites, fotografam e filmam, escrevem posts e fazem traduções. O Hacks/Hackers avança graças à participação dessas pessoas, e isso é incrível", comemora Wu.

10. Não complique

Essa é a principal dica de Faleiros. "Tente juntar a turma com fome de bola, consiga um espaço e bola pra frente.O primeiro encontro que fizemos em São Paulo talvez tenha sido um pouco tenso por conta da estrutura formal de apresentações, algo que saiu da minha cabeça. Mas logo notei que havia maior interesse do pessoal em usar o espaço para se encontrar e trocar ideias. Eventos com uma agenda aberta são extremamente produtivos para nós".




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