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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Indústria do jornalismo baseada na publicidade está morta, diz ensaio da Universidade de Columbia




pijournalism-coverA capa do relatório do Tow Center Fonte: TowCenter.org

O Tow Center for Digital Journalism, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, publicou um ensaio sobre a situação do jornalismo no país. Segundo o texto, nada pode salvar a indústria baseada na publicidade - os jornalistas e as organizações de notícias precisam se adaptar para se beneficiarem das novas formas de fazer jornalismo.

"O jornalismo pós-industrial pressupõe que as instituições existentes vão perder receita e espaço no mercado e que, se esperam manter ou aumentar sua relevância, precisarão aproveitar os novos métodos e processos oferecidos pelos meios digitais", destacam os autores.

C.W. Anderson, Emily Bell e Clay Shirky argumentam que os impactos provocados pelo desenvolvimento da tecnologia e pela internet criaram um "ecossistema" no qual "as organizações de notícias já não têm o controle da notícia [...] e que o crescente papel de agências públicas assumido por cidadãos, governos, empresas e inclusive redes afiliadas é uma mudança permanente à qual essas organizações precisam se adaptar".

Parte dessa adaptação é se afastar do modelo de indústria de notícias baseado na infraestrutura física (impressoras, torres de transmissão etc) e caminhar para um modelo mais descentralizado, pós-industrial, de apuração de notícias.

Leia aqui o texto completo, em inglês.

Anderson, Bell e Shirky dividem organizam o ensaio a partir das mudanças de papéis de jornalistas, instituições e "ecossistema" de notícias.

Para eles, os jornalistas precisam de um conjunto de novas habilidades para continuar sendo relevantes nesse novo "ecossistema".

"Em um mundo interconectado, a capacidade de informar, entreter e responder à retroalimentação de maneira inteligente é uma habilidade jornalística", diz o texto. Isso significa que os jornalistas da era pós-industrial precisam aproveitar seu "carisma" para manter um grupo de seguidores em redes sociais como Twitter, enquanto constroem sua reputação na responsabilidade e na integridade.

Espera-se que os jornalistas tenham também conhecimentos especializados e uma maior capacidade técnica. "Essas habilidades podem ser resumidas como uma capacidade de reconhecer, avaliar e visualizar novas formas de evidência jornalística", diz o texto.

As organizações de notícias serão menores, segue o texto, e precisarão "fazer mais com menos". Parte disso significa aproveitar as "pessoas antes denominadas audiência", diria Jay Rosen, para exercer o jornalismo em pequena e grande escalas. O texti Centro Tow destaca um projeto do ProPublica, o Free the Files, como exemplo de crowdsourcing responsável.

Para ler a versão completa deste texto, também em inglês, clique aqui.




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